Inaugurada a 10 Junho 1985, pelo Dr. Jorge Sampaio.

Sita na Rua da Rosa, n.º 66/68 9700-171 Angra do Heroísmo

Resumo Histórico

Situada na Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores, a freguesia de Angra - Sé, juntamente com outras quatro freguesias, constitui a cidade de Angra do Heroísmo, sede de concelho. A freguesia tem por orago O Divino Salvador, cujas festividades se realizam anualmente, no mês de Junho. O topónimo “Sé” teve origem na Sé Catedral edificada na freguesia.


Designada por Ilha de Jesus Cristo no período do seu reconhecimento pelos navegadores portugueses, o povoamento da Ilha Terceira iniciou-se por volta de 1450, com a concessão da sua capitania ao flamengo J ácome de Bruges, pelo Infante D. Henrique. As primeiras povoações instituiram-se nas áreas de Porto Judeu e Praia da Vitória, e em breve se estenderam por toda a ilha.


Sobre o morro do Monte Brasil, actualmente um dos locais de maior afluência turística na freguesia, encontra-se o Forte de S. João Baptista ou de S. Filipe, cuja edificação teve início na época da ocupação castelhana do arquipélago açoreano.


Foi construído com o intuito de ser uma imponente fortaleza, capaz de guardar as riquezas em circulação e pô-las fora do alcance e da cobiça de qualquer corsário, e de suster os ânimos exaltados dos angrenses; além de resistir aos demolidores ataques da artilharia pirobalística e de vigiar a cidade e o porto de Angra do Heroísmo. O castelo, com as suas muralhas altíssimas e de grande espessura, foi construído entre os finais do século XVI e a primeira metade do seguinte. No período da Restauração da Independência, que começou com a Revolução de 1 de Dezembro de 1640 e terminou com a assinatura da paz em 1668, as forças ocupantes resistiram aos ataques portugueses com firmeza no interior da fortaleza de S. J oão Baptista. Somente dois anos mais tarde, em 1642, é que os espanhóis se renderam e a cidade de Angra do Heroísmo seria totalmente libertada.


A Sé Catedral, por seu turno, foi edificada a partir de 1570, sobre as ruínas da quatrocentista Igreja do Divino Salvador, da qual subsistem alguns elementos, embora bastante danificados. Destruída pelos violentos sismos e incêndio ocorridos no século XX, na década de oitenta, a Sé de Angra foi reconstruída de acordo com a traça maneirista do século XVI. A sua fachada apresenta torres de dois andares que albergam os sinos; o andar inferior, de quatro olhais para os sinos grandes, e o superior, de doze olhais para os menores. As duas torres sineiras estão ligadas por fi'ontão alteado, com relógio central, sendo suportado por aletas e sobrepujado por campanário com cruz de ferro. Para além dos referidos edifícios, que ressaltam pela sua sumptuosidade, destacam-se na freguesia: os conventos, os Paços do Concelho, o Palácio Capitães Generais, o Jardim do Duque de Bragança e o Teatro.

A emigração é uma realidade nesta freguesia, porém, este êxodo tem a sua vertente positiva, pois com a volta dos emigrantes, a freguesia evoluiu não só no aspecto económico, como também no campo cultural. Quanto às actividades económicas predominantes, ressaltam o comércio e os serviços, pois a ilha é um dos destinos favoritos de grande número de turistas que desejam conhecer melhor os seus aspectos culturais e geográfico e, sem dúvida, pela sua beleza natural.


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